domingo, novembro 28, 2004

A vida do egoísta (eu...)



Percorri... durante 18 anos...
A minha vida um pouco dela, impossível descrevê-la... é algo único, fantástico que só cada um de nós sabe... embora cada um dos que a viveram conosco descrevem-na da sua forma... e na sua maneira de ser e ver, pois nem eles e todos eles são imúnes as suas opiniões sobre nós, muitas más outras boas...!

Na minha vida... andei, andei e andei... por caminhos intermináveis sem saber onde ia ter, sempre sonhando e delirando... nunca soube o que quis... sem grandes projectos pela frente... apenas ia vivendo com prazer do momento... e da dor da indefinição de mim! Muitas vezes sofri... por nada ser... por nada fazer...
Senti raiva de mim mesmo... ao não ter a iniciativa de nada!...
Sempre precisei dum empurrão por trás, mas sempre me achei independente...
Pois... conseguia sofrer sozinho (quase sempre), pensar sozinho... interrogar-me sobre as coisas sozinho! Descobri que o mundo corria corria... cada vez mais rápido... quando mais nos preocupavamos com ele... as coisas mudavam... já não era aquele puto que apenas queria brincar!
Era agora um outro puto com sentimentos e prazer pelas coisas, mas sem perceber os outros...
Lembro-me de uma vez, que me interroguei sobre tudo e todos... e sobre a sua verdadeira existência, senti que todos eles viviam para mim!... E que todos eles eram criados para mim e para o meu mundo infinito... uma imagem irreal para um puto com 7 anos... que criou a teoria dos jogos de computador na vida real... era novo e tentava perceber rápido e sozinho... não sabia as perguntas que queria respondidas muito menos as suas respostas! Mas rapidamente percebi... que ninguém no fundo conseguia muito melhor do que queria eu respondido, apenas me iludiam num Deus, que respeito e acredito na sua existência... mas que não apagava todas as perguntas! As pessoas iludiam-se e não queriam saber demais nada...

Sempre me interessei pelo que gostava... senti que cria crescer, perceber (mas raramente aprender por iniciativa própria...)!
As vezes passava por burro, para me explicarem outra vez as coisas... para perceber ainda melhor o que tinham dito, tintim por tintim!
A vida era aquele local fascinante!... Que queria conhecer, embora não gostasse de sair da minha terrinha... sentia que o que ali havia o que era suficiente para tentar viver/perceber um pouco do mundo... enganei me... na verdade na minha terra vejo o mundo... mas noutros lugares vejo um mundo tranfigurado do meu... onde o desconhecido fascina... e a minha vida tenta perceber como foi isto possível criar!
Num único momento, tento perceber a criação daquele sítio desde os tempos mais primitivos... o bichinho da história sempre andou por cá, as guerras históricas... pegava eu nos livros da minha irmã de história e passava a tarde a lê-los... ainda há uma imagem que me choca... da independêndia dos cristãos gregos sobre os turcos otomanos!... Senti naquela a imagem toda força e determinação duma nação inteira, que durante gerações atrás de gerações andou sobre o domínio de outros... via ali o exemplo da força do homem, por muito poderosa e dolorosa que pudesse ser...
Foi apenas um exemplo onde indirectamente senti a minha dor e determinação a lutar pelos interesses da minha terrinha... e tentar perceber o que se passava nesta sociedade...

Eu aprendi das piores maneiras, muitas vezes, não me orgulho das asneiras que fiz... e muitas ainda pesam na minha consciência como um arrepio que isola a minha mente numa dor constante... "mas porquê?... porquê? que burro que fui..."; mas também tudo o que de bom me foi ensinado ficou também e sei que aprendi a confiar nos "meus" naqueles que se zangaram comigo, brigaram comigo, mas voltaram sempre para mim... e senti sempre eles cá...

Cresci... orgulho me dos que me ensinaram, conviveram e sofreram comigo... pois sinto me sortudo por ter tido eles ao meu lado... são vocês que lembro agora... sou egoísta... pois reconhece-vos só nas piores alturas!

Vivi... todo a minha vida para mim... sinto-me um egoísta... muitas vezes o pecado andou dentro de mim e, a vingança sempre a espreita... senti muita dor de acções de outros e das minhas próprias... nunca soube reagir bem a pressão... Nervosismo e timidez sempre me abalaram e me fizeram perder... por entre tempos, lugares e pessoas...

Sofri... contudo só a minha dor achei revelante... ignorei muitas vezes a vossa... achei-vos demasiado fortes para fracassarem-se assim... contudo vocês... foram invadidos por pecados pequenos, que vos foram ferindo como pequenas lâminas... e aos poucos a ferida tornou-se demasiado dolorosa... que até um pequeno aparato vos deitou abaixo...

Atravessei muitos quilómetros, nadei muitos milhas... graças a vocês sobrevivi...
E não deixei de ser egoísta... pois só pensei em mim... =/

domingo, novembro 07, 2004

O vício que mata!...

O Inverno vem aí...

Não sei que escrever... que pensar... que entender... que fazer!
É uma lenga-lenga que já me aborrece e nada me admira...
Sem saber que ver, até perco o sentido de viver!
Fico e olho vezes sem conta para os mesmos polígonos virtuais, só que de milhões de múltiplas cores diferentes por segundo... que me fascinam num constante olhar que me perde no tempo, que cansa e diminui a vista, que afecta o estado da minha coluna mal tratada, que não dá uso aos meus músculos estagnados e me retira muitas ideias e pensamentos, e trás outras milhares emoções instâneas... devido a velocidade com que as transmite!
Também afecta a minha participação na vida activa, como a dificuldade de atenção, nas aulas se atenção já era pouca...
E oferece-me uma dor de cabeça por vezes muito dolorosa...
Em resultado de mais um dia perdido aqui a frente!
Mas porquê?... Que sofro eu?... Não consigo estar longe daqui... Tenho sempre que interromper algo para estar aqui... já nem o telemóvel me distraí quando tenho a fonte de informação mais feroz e rápida que podia ter! E no entando tão FATAL que elas nos pode ser... vício... uma palavra que estremece minha cabeça e é difícil de aceitar... mas estou viciado e, dificilmente estarei safo...
Terei de conseguir! Por muito que custe a net... não é a solução... e passando aqui perco horas e horas... de um dia "esplêndido" e habítuo-me a ideia que a vida é o computador! Fora deste monte de lata, já não sei que fazer.... já não faço nada para descansar... só sinto a enxaqueca e a visão fraca.
Os pensamentos ficam lentos, as ideias não surgem... e eu só ganhei foi um dia perdido e cansaço/perda de visão, que tanto adoro... E não sei viver sem ela...
No fundo num lugar que me une a pessoas de todo o mundo... sinto que só me trás mais solidão!
Não... não quero perder mais nada na minha vida! (Ganha cabeça uma vez na tua vida!!)