sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Talvez perdido...



Um sentimento de revolta contra mim mesmo, invade-me profundamente... é como uma dor invísivel que me ataca sem compaixão. Sou confrontado com acções "erradas" que tomei, por querer que algo muda-se na minha vida! Mas eu sou feliz... tenho tudo o que sempre quis, ou talvez quase tudo... mas escolhi este modo e, agora numa tentativa estúpida, tento mudar uma coisa que só me remete o sentimento de culpa. É algo pesado, que treme com a minha consciência... mas sofro hoje, sem na altura ter realizado que isto iria acontecer, o tempo inteiro... num estado miserável de tristeza e sofrimento. O meu bem estar mete me ciúmes... e agora só posso esperar que o tempo cure mais um de "todos os males", isto não é novo... já passei por isto, contudo nunca pareço aprender. Num universo infinito acabo no mesmo caminho, carregando sempre na mesma "tecla"... e agora?
Choro a minha dor? Nem pena de mim próprio tenho...
Anseio ganhar mais maturidade... fugir ao meu pecado, controlar mais as minhas acções "sempre" precipitadas...
Não gosto deste sentimento de culpa "pós-acção", mas que alternativa terei eu?
Era o meu último desejo reagir de modo diferente, ao que parece inevitável para mim...
Sem saber como... desespero com isto, não sei esperar...
Talvez o crime esteja em não agir com naturalidade, em querer ser um "desconhecido" a mim mesmo...
Andarei eu na solução errada?

Não tenho de mudar! Terei de me encontrar... "perdido no tempo" e ser igual ao que me dá orgulho de ser, mim mesmo.
As horas matam-me...

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Desabafos submersos...

Estava eu à espera, quando:
~
Olhei para trás...
Nada vi!
Nada chorei,
Simplesmente pensei...

Que procuro eu? ... Que faço eu aqui?... é tão cedo... e ainda nem a luz do dia me dá conforto, mal dormi... ir para a rua, a cama quase me implora para voltar, e eu não penso noutra coisa...
Lembro me agora como fosse ontem, daqueles momentos fantásticos, únicos dos quais senti-me orgulhoso de ter tido o prazer! E de saber como é resistir tanto tempo, nadar contra a maré... numa luta invencível com a corrente, neste país que nos leva a desistir... E porquê?
Que razões nos levam a ser tão poucos... serei eu já veterano? Quando sinto que ainda tenho tanto para dar? Para sorrir, para gostar, para amar... porque adoro tanto isto? Porque choro eu, por aqueles que sentiram todos aqueles momentos comigo? Sinto a falta deles... sem eles seria capaz?... Já não é a mesma coisa... pensava eu, que tudo seria mais fácil... aqui!

Até quando? Sobrevivo eu... A mais um dia de, sacrifícios... masoquismos, loucuras! Que ninguém talvez, as imagina fazer... Mas eu faço! E porquê? Porque gosto, porque sempre lutei por isto, porque sempre sonhei com este momento, sempre aspirei chegar aos meus sonhos...

Os outros provavelmente, nunca iram entender, imaginar... o prazer e a satisfação de atravessar o líquido transparente, e de não sentir dificuldades como o ser humano comum no seu domínio... mas divertimento de controlar as águas e de usufruir de tudo o que elas nos proporcionam!
De tentar vencer o medo do enfraquecimento e, de ser derrotado pelas águas... Travando uma luta imbatível com o tempo num esforço, dedicação e sacrifício de levar o nosso corpo a limites nunca antes imagináveis...
Eu sou fan, de todos aqueles que tentam sempre transpôr "extremos impossíveis", do qual os nosso olhos têm dificuldades em aceitar/acreditar... louvo essa atitude!
É uma dor invisível... ao qual pouco se dá valor! Até eu que sou um seguidor dos meus olhos, só reconheço o sofrimento quando o partilho também!
Todos os dias tento ser assim, quero ser capaz de me supreender a mim mesmo!
De saber que fiz os possíveis e dei um significado especial à minha vida e, tive orgulho e prazer do benifício que ganhei com isso...
É uma opção... que tomamos, que infelizmente poucos se calhar têm essa realidade e conhecimento, como por exemplo:
Talvez seja estranho para muita gente, como existe gente capaz de andar horas e horas a fazer quilómetros dentro dum buraco com água com 25 metros de comprimento, sempre nas mesmas voltas... sem sair do mesmo espaço cúbico!

Boas memórias guardo... muitas mais espero retribuir!
Por agora, contínuo, a minha caminhada... o caminho ainda longo, e há muito por conseguir ainda!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Noite de solidão...


" Tu és a esperança, a madrugada.
Nasceste nas tardes de Setembro,
Quando a luz é perfeita e mais doirada,
E há uma fonte crescendo no silêncio
Da boca mais sombria e mais fechada.
Para ti criei palavras sem sentido,
Inventei brumas, lagos densos,
E deixei no ar braços suspensos
Ao encontro da luz que anda contigo.
Tu és a esperança onde deponho
Meus versos que não podem ser mais nada.
Esperança minha onde meus olhos bebem,
Fundo, como quem bebe a madrugada. "
[Eugénio de Andrade]

~

"Tu és a esperança, a madrugada"

Esperança? nesta noite de um frio gélido que nunca mais acaba...

"Nasceste nas tardes de Setembro"

Tarde estas frias, secas... duma flora morta e fauna que tende a fugir(imigrar) para longe duma morte certa...

"Quando a luz é perfeita e mais doirada"

Luz esta impossível tocar...
Que só os olhos a podem chorar,
Trás nos paixões.
Não passa tudo de ilusões...

"E há uma fonte crescendo no silêncio"

O silêncio é mudo, o sofrimento do amor também o é...

"Da boca mais sombria e mais fechada"

Estranha aparência que nos faz aterrorizar, e confusos... o silêncio que nos mata!

"Para ti criei palavras sem sentido"

Quando a incerteza é grande, não temos noções dos nossos gestos... e tudo o que fazemos não é certo de nós proprios, e pouco ou nada faz sentido.

"Inventei brumas, lagos densos"

Lagos densos... talvez pântanos... locais horrorizantes, esquecidos e relembrados pelo pesadelo que invade em nós...

"E deixei no ar braços suspensos"

Até quando? Até quando aguentarás com os teus braços abertos, este frio é doloroso... esta solidão ainda mais...

"Ao encontro da luz que anda contigo"

Estrelas que me conduzem por entre caminhos desconhecidos... a perdição é certa

"Tu és a esperança onde deponho"

Esperança... vontade, coragem... todos os grandes herois tem um trágico destino... porque será?

"Meus versos que não podem ser mais nada"

Que são as palavras, os versos... perante sentimentos!?

"Esperança minha onde meus olhos bebem"

Meus olhos iludem-se da tua visão, do teu olhar... e choram pela realidade fria e dura!

"Fundo, como quem bebe a madrugada"

Fundo num buraco... é onde quero estar, a noite ainda é longa... a madrugada tarda em aparecer!

~

Sólido mundo este... a realidade faz me criticar (a crítica é para mim), não odeio ninguém!
Apenas odeio me a mim próprio por não reagir...

Thanks to: http://www.fotolog.net/mugy/ :)

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Suffer in silence (by my head)


Maybe is the best thing to do ...

Forget everthing ... there`s no turning back,
So why do I look always behind me?
If I can only walk to one direction...

But I`m different, I just want to wait and wait forever!
Believing in a mirage, and hating myself...

Stuck into: ~ Past memories ~

Can you help me? (please help...)
Can you hate me? (don't hate me...)

I feel so smashed out...
Not by others,
Not by thing's.
But by myself!

Maybe I wasn't prepared (same always argument),
Not soo good I thought I was...
Very very not independent,
I feel soo imature.



A just need someone ...