domingo, outubro 31, 2004

O sonho bom...

Halloween Day
A visão das "cousas"... tão fascinante que é...
Imaginar...
Olhamos a noite a nosso belo prazer...
Surge uma noite quente ... nem o frio consegue nos incomodar hoje! Visão extraordinária, o parque, as árvores, o rio... tudo é belo... a escuridão mostra-se incrível, uma lua cheia ilumina uma água doce e uma flora doutro mundo, as sombras quase quietas da paisagem que ilumina nossos olhos... só falta mesmo o céu estrelado... tapado por nuvens que mostram as suas formas bonitas através da lua que as acende...
E..., aí nesse belo deslumbrar sentimo-me vivo e felizardo...
Quase sinto-te aqui ao meu lado num abraço que me enche o coração!
...
Um frio tremendo invade-me até os ossos!!!...
Vejo a cidade fica logo ali... os travões dos carris soltam um ruído intercedor!...
E depois acordo, olho à minha volta... tou sozinho.......
.......para onde foste?
Minha alma quase parece congelar... num momento.

Continuo não há nada aqui para mim!

A vida é triste... assim,
Se ao menos aparecesses...
Foste tu sim,
Se ao menos fosses...

A noite continua... e nós também... assim este belo olhar desparece num horizonte de prédios...

Sozinho (na minha mente)!

Alone in my mind..........

Sinto-me assim... obscuramente a minha mente escura, perdidamente em pedaços da minha vida obscuros... que só trazem uma escuridão intensa aos meus sentidos. Indoideço... com isto! Por fora resisto (até quando?), nada mostra o que sinto... também não quero... para quê lamentar-me, mudará alguma coisa? A vida continua... o tempo passa.. nada espera... e, assim perdemos um bocado de nós! A pensar no passado "perdido" e confuso... que foi vivido... e depois lembramo-nos do presente. Que finalmente nos despertou!!! Vivemos quase no paraíso ^_^ ... do "Inferno" quase voamos até ao "Céu" e damos um passo em frente! E, os sentimentos que tivemos e ficaram pelo caminho enquanto o passado nos atormentava e, a vida que dá outra vez uma giratória? Lá voltamos nós atrás... um ciclo vicioso este!?...
A minha cabeça muda tão radicalmente!... Pareço um doido a pensar no que foi... no que não foi... no que está a ser... no que será!...
Como ei de pensar? ...
Como ei de agir? ...
Nada me estabiliza a estar parado... a pensar...
Apenas o olhar... a mente...

quarta-feira, outubro 27, 2004

Será este o caminho...

Fechado... estou!
Num prédio que tantas histórias conta..., o apartamento que me acolhe dá-me todo o seu conforto, casa outrora repleta de jovens, apenas mobílias velhas descrevem agora uma lar de grande décadas... sinto me perdido no meio de heranças confusas, vejo quilos de livros que decoram o meu quarto seu peso leva um fardo de anos. Neste ar nostálgico sinto uma nostalgia de anos e anos... e, não quero eu senão afirmar-me! Viver, sobreviver, viver... Na minha cabeça instala-se uma confusão, fiz bem em regressar as origens dos meus tios, que tantos anos aqui viveram e estudaram e cresceram e se formaram!?...
E neste quarto com todo o carinho que sou recebido, com todo o apoio que muitos não tem!...
Sinto-me sozinho, na solidão... tenho o apoio que me é estranho, diferente do suporte a que estava habituado, da vida mais independente que conseguia viver no meu lar... Era isto que queria!? Será mesmo...
Corre uma lágrima por toda a vida lá vivida (suspiro!), os grandes momentos que invadem a mente! Os maus, que internamente surgem numa velocidade animal, traduzindo uma raiva em mim e, que se vão sempre remodelando mas, o tempo cá passado ainda não é muito e os maus prazeres do passado vem todos das origens. Os bons, que tentam sempre ser relembrados como oposição ao passado doloroso, são apenas valorizados por terceiros que indirectamente nos lembram aqueles bons instantes da nossa vida, penso neles com muita saudade e pena... de não voltar a vivê-los! Os restantes pensamentos são esquecidos ou relembrados por outros... onde já nem sei se tenho eles realmente na minha mente ou não serão apenas imagens recriadas para imaginar esses momentos que me falam, alguns que até pareciam bons...!
Não quero pensar mais nesse pesadelo do passado... que me tapa a visão do ver... para um pensamento obscuro e intenso, que nem sei descreve-lo...
Voltarei agora para os meus estudos, a primeira frequência vem aí... preparado ou não, bem precisava duma alegria... mas será difícil. Refugiarei-me como sempre naquele tanque com um líquido demasiado claro, a cansar meu corpo... refrescando minha mente, pois ao menos isto ainda não mudou!

terça-feira, outubro 26, 2004

Sentimento desconhecido...

Dum ar esplêndido que imagino vêm a frescura d'Outono... um frio queima meu corpo de arrepios dolorosos, que sugerem um tecido fraco que me tapa os ossos só para enfeitar! E deixo a visão para outra altura...
Não paro de pensar em memórias antigas... que não me afectavam na minha terra, estranhos sentidos que lembro por pequenas coisas que me enchem de saudades, tristeza e dor...
Sinto me aliviado, no fim não passa tudo de patetice imaginar a dor sentida por coisa do passado! Mas é uma dor fina leve... que pesa muito na consciência, que pena não estar aí!
Suspiro eu uma imensidão de vezes...
Esta dor de viver perto de tudo, longe do isolamento do mar.... apenas me aperta mais e mais... e, cada vez mais!!!... Num buraco isolado... fujo eu de tudo aquilo que tinha... 18 anos a construir isto tudo na prisão oceânica, até que, quando escapo dela tudo o que tinha perdeu-se ou desperta na minha mente uma ansiedade para recuperar esse fruto perdido por mim...
Estou longe!... não gosto disto, tenho saudades... preciso de ti!
Nunca me senti tão frágil como agora, mas também... meu feitio não quer mostrar isso, é algo dentro de mim que tenta não transmitir esse lado mais negativo, dum rosto sólido transformado em bruta penas que se desfazem com dor interior...
O sentimento é outro... mudou!
Agora sinto-o, neste momento sei... a dor que lembro agora já a tive mas doutra maneira com problemas de quem vivia e sofria de problemas pessoais duma região onde tinha a vida feita!
Agora tento construir algo pelo qual nunca tive que lutar por tal... tento refazer uma vida mudada radicalmente, e sinto a falta duma força de alguém que me apoie nesta jogada que mudará a minha vida para sempre!

sábado, outubro 16, 2004

Ritual do dia...

Olho para mim... acordar e a deitar de madrugada e, só reparo na paisagem à minha volta na minha entrada ou saída de "casa"... uma espécie de lembrança, do meu lar de sempre.
Saudades aquelas... da paisagem arrepiante onde a perspectiva dos objectos sombreados sugere-nos outro mundo... como as faias que se mostram duma sombra pelo zumbido do vento e queda das suas folhas, do céu estrelado com uma lua brilhante. Duma noite onde uma brisa marítima suprava e onde a natureza se fazia ouvir... por entre as casas com jardim, nos pequenos passeios com gigantes metrosídes que passam despercebidos pela gente local e, nas quintas abandonadas de tamanha diversidade de flora e fauna! Por entre uma manhã onde os primeiros raios solares prefuram as nuvens sempre em movimento causando obra de Deuses!
Em Coimbra os carros fazem juz ao seu ruído... e numa terra onde o tempo é seco, quente e frio... somos rodeados por imensos "blocos" enormes, velhos, sujos! Que nos tapam mais que uma paisagem bonita a nossa liberdade de visão para ver o além. Olhando a minha volta só me apetece refugiar na visão dum céu... que nem estrelas parecem surgir, a luz é tanta... e onde a luz escassea somos perseguidos pelo perigo de andar a noite sozinhos...
Nesta terra... que nem o rio me faz alegrar de tão escura a sua água...
Apenas me sinto aqui a residir e não a viver...
Porquê viver... é sentir! E a minha alma lembra meus ares... e minha saudade pelo sabor do sal no ar dá-me angústia por um ar seco... que nem abrindo a janela do carro sinto aquela brisa fresca duma tarde quente sem sentido... (já sei porque inventaram o ar condicionado!)

Por fim... sou um estranho por aqui!
Precisarei de mais 18 anos para ver o que de bom há por aqui?

domingo, outubro 10, 2004

A primeira impressão...

Coimbra... uma cidade grande (pelo menos para mim...)! Onde tudo passa despercebido, nada mais me fascina além dum estádio luminoso... pensava eu que me ia adaptar bem, que tudo seria mais fácil... Mas no fundo... sinto me um estranho numa terra "sem mar", onde a distância... é limitada por inúmeros quilómetros sem fim!... Talvez fosse esse o meu "verdadeiro problema", na minha ilha apenas o mar me impedia de ir longe... longe... longe...! Contudo era no mar que me sentia bem, mesmo sendo este o nosso maior desconhecido, era nele que usufruímos de companhia... no verão passava lá quase todos os dias e, no inverno a olhar e a inspirar-me no vasto oceano... Aqui sinto me "impedido" pelo desconhecimento e pouco a vontade... A solidão invade-me num profundo desejo ... de te voltar a ver! Preciso de alguém... em Coimbra vejo apenas os edíficios a minha volta... construções humanas, que na maior parte dos casos envolvem-me numa tristeza ao ver o futuro assegurado por edíficios feios, "caixotes" onde se guardam as pessoas... embora agora veja-se alguns edíficios velhos restaurados e mesmo novas construções com linhas bonitas na minha opinião... No entanto muito parece ainda por fazer... casas velhas juntos as linhas de comboio ou junto ao pólo I... onde vivem pessoas em condições horríveis sem luz, água, gás... que desejam lá ficar a usufruir de rendas quase gratuítas!
Lembro-me agora da minha curta passagem por Santarém... uma cidade que parece evoluír depressa, com uma zona nova e industrial e um centro comercial envolto duma zona que surgia em obras... de remodelação para pior ou melhor... quem sabe! No meio uma praça grande... só de terra por enquanto... um surgia um monumento duma cruz um pouco "cambado". Tive a linda ideia de ir a pé desde do centro de Santarém para a estação... um caminho de asfalto sem passeio e longo, envolvido por bichas de carros... que ao fim do dia pretendiam voltar aos seus lares... No fundo... rendeu até, uma vista panorâmica do rio, dos campos, casas e do mosteiro... pena não ter máquina naquele dia, pensei eu! Andei por dentro de ruas estreitas, fazendo lembrar uma velha cidade que cresceu sem planeamento, e nos meus ângulos estreitos de visão, casas velhas... algumas com arquitecturas que me espantavam... mas na maioria desocupadas ou em condições miseráveis! Santarém sempre escondia um lado que gostava, "o velho" e histórico há muito esquecido... mas nesse "lado obscuro" da cidade reinava provavelmente a parte mais pobre da cidade... a principal razão das antiguidades de suas casas!
Uma prova de curiosidade invadiu-me... e outra de tristeza acudiu-me! Minha cidade sofria em alguns locais do mesmo... cidade Património Mundial pela UNESCO, Angra do Heroísmo guarda no seu coração a arquitectura das suas casas e um pouco da sua história... algo bonito de se ver. E eu que sou muito crítico em relação a inúmeras habitações e, planeamentos urbanos da minha terra... via ali algo que me atormentava!...
Contudo não deixava de me sentir bem... e querer voltar um dia a capital do Ribatejo, na curiosidade de conhecer um pouco mais dos seus arredores!
Muitos gostam de ver "as coisas bonitas novas" (eu tb...), mas acima de tudo procuro descobrir as pegadas que nossos antepassados deram para evoluírem até sermos o que somos!